Vereador condenado por estupro vai usar tornozeleira eletrônica após decisão da Justiça

Vereador condenado por estupro vai usar tornozeleira eletrônica após decisão da Justiça

Vereador Orlandino Rodrigues de Souza, Baiano do Salão. Fotos: Reprodução/CMV e Reprodução/TV Vitória/Record

O vereador de Vitória Orlandino Rodrigues de Souza, conhecido como Baiano do Salão (Podemos), condenado a 31 anos, seis meses e 20 dias de prisão pelos crimes de estupro de vulnerável e lesão corporal, deverá usar tornozeleira eletrônica após determinação do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES).

A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou que recebeu a ordem judicial na noite de segunda-feira (20) e que o parlamentar deve comparecer à Central de Monitoramento em até 24 horas para realizar o procedimento.

A reportagem procurou a defesa do vereador para confirmar se o equipamento já havia sido instalado, mas, até a publicação, não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.

O monitoramento eletrônico ocorre enquanto Baiano do Salão aguarda o andamento dos recursos apresentados contra a condenação que recebeu em primeira instância.

Condenação ocorreu após denúncia

O vereador foi condenado pela 10ª Vara Criminal de Vitória a uma pena de 31 anos, seis meses e 20 dias de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de estupro de vulnerável e lesão corporal.

Segundo a denúncia, os crimes teriam ocorrido durante aproximadamente quatro meses, quando o parlamentar mantinha um relacionamento com a mãe da criança. O processo aponta que a vítima teria contado aos familiares sobre os abusos depois de apresentar resistência em ficar sozinha com o então padrasto.

A condenação ainda não é definitiva, já que a defesa recorre da decisão. Em nota divulgada após a sentença, a defesa do parlamentar afirmou que a decisão é de primeira instância e que serão utilizados os recursos cabíveis.

Processo na Câmara pode levar à cassação

A condenação também gerou movimentações no Legislativo municipal. A Câmara de Vitória abriu um processo político-administrativo para analisar a permanência do vereador no cargo.

A medida foi aprovada pelo plenário após uma representação apresentada pelo presidente da Casa, Anderson Goggi (Republicanos). A partir disso, foi criada uma Comissão Processante, que terá a responsabilidade de avaliar o caso e apresentar um parecer aos demais vereadores.

A comissão será formada pela vereadora Ana Paula Rocha (Psol), pelo relator Armandinho Fontoura (PL) e pelo presidente João Flávio (MDB).

Caso o processo avance, a decisão sobre uma possível cassação do mandato será tomada em votação pelos parlamentares, após a conclusão das etapas previstas no procedimento.

Partido também abriu investigação interna

Além da apuração na Câmara, o caso passou a ser analisado pelo Podemos. A direção estadual da sigla informou que abriu um processo disciplinar contra o vereador e avalia medidas relacionadas ao mandato.

Antes disso, a presidência da Câmara já havia encaminhado uma representação à Corregedoria-Geral da Casa para verificar a conduta do parlamentar.

Os vereadores Luiz Emanuel e Davi Esmael, ambos do Republicanos, também haviam solicitado à Justiça o afastamento de Baiano do Salão das atividades parlamentares.

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