Parecem sapatilhas de dança, mas são os novos tênis da Onitsuka Tiger na cor “caneta Bic”: minimalistas, elegantes e ideais para mulheres 50+
Encontrar um calçado que combine conforto, elegância e versatilidade pode ficar mais difícil com o passar dos anos. Alguns modelos são bonitos, mas apertam os pés depois de poucas horas. Outros oferecem comodidade, porém não funcionam tão bem em produções mais arrumadas.
Um lançamento da marca japonesa Onitsuka Tiger tenta ocupar justamente esse espaço. À primeira vista, o Gymnarina parece uma delicada sapatilha de dança. Quando observado de perto, porém, revela elementos de um tênis, como cadarços, sola flexível e detalhes inspirados em um dos modelos mais conhecidos da fabricante.
A versão azul intensa ganhou comparações com a tradicional cor de “caneta Bic”. O tom marcante aparece em uma silhueta fina e minimalista, criando uma alternativa para mulheres que querem usar tênis sem deixar o visual esportivo demais.
O formato discreto também pode agradar especialmente às mulheres com mais de 50 anos que priorizam peças fáceis de combinar e capazes de acompanhar diferentes momentos do dia. O modelo não foi desenvolvido exclusivamente para essa faixa etária, mas reúne características procuradas por quem deseja equilibrar conforto e elegância.
PARECE SAPATILHA, MAS TEM DETALHES DE UM TÊNIS CLÁSSICO
O Gymnarina foi apresentado pela Onitsuka Tiger como um calçado com cadarço inspirado nas sapatilhas de balé. A proposta aparece principalmente no formato estreito, na estrutura baixa e na maneira como o modelo acompanha o contorno dos pés.
A marca acrescentou ao desenho algumas características de seus tênis tradicionais. O calçado tem partes cruzadas na região do calcanhar, aba traseira e as conhecidas Onitsuka Tiger Stripes nas laterais.
Esses elementos fazem referência ao Mexico 66, um dos modelos mais reconhecidos da fabricante japonesa. O novo tênis, porém, troca a aparência esportiva mais evidente por uma construção leve, próxima das sapatilhas que ganharam espaço nas tendências recentes.
O resultado fica entre dois tipos de calçado. Ele não tem exatamente a aparência de um tênis convencional, mas também se distancia das sapatilhas sociais mais rígidas encontradas nas lojas.
A própria Onitsuka Tiger descreve o Gymnarina como um modelo de silhueta fina, inspirado nos calçados de balé e construído com detalhes clássicos da marca.
AZUL “CANETA BIC” DEIXA O MODELO LONGE DO BÁSICO
Embora o desenho seja minimalista, a cor escolhida para uma das versões impede que o Gymnarina passe despercebido. O azul vivo, identificado pela marca como “Dazzling Blue”, lembra a tonalidade da tinta de uma caneta esferográfica azul.
O tom funciona como ponto de destaque em produções formadas por peças neutras. Calças, saias e vestidos em preto, branco, bege, cinza ou jeans podem receber o tênis azul sem que o visual fique carregado.
Essa combinação ajuda a explicar por que o modelo pode funcionar para mulheres que gostam de roupas clássicas, mas não querem montar produções previsíveis. Em vez de recorrer a várias estampas ou acessórios, o próprio calçado assume o papel de peça de destaque.
Para quem prefere algo menos chamativo, a linha também foi apresentada em outras combinações de cores. A versão azul, contudo, é a que mais explora o contraste entre a delicadeza da sapatilha e uma tonalidade intensa.
COURO MACIO E ELÁSTICO AJUDAM NO AJUSTE AOS PÉS
O visual inspirado no balé não é o único ponto utilizado pela marca para diferenciar o Gymnarina. O cabedal combina couro e material sintético, conforme a descrição disponível no site oficial da Onitsuka Tiger.
O modelo ainda conta com uma estrutura de elástico franzido. A proposta é permitir que o calçado acompanhe melhor os pés e ofereça flexibilidade durante os movimentos.
A sola foi desenvolvida para manter uma construção leve e flexível. Essas características podem contribuir para uma caminhada mais natural, principalmente quando comparadas às de calçados com estruturas pesadas ou solados muito rígidos.
Isso não significa que o conforto será igual para todas as pessoas. Formato dos pés, numeração e possíveis condições ortopédicas influenciam diretamente a experiência de uso. Experimentar o modelo antes da compra continua sendo o caminho mais seguro, especialmente para quem tem pés largos, joanetes ou sensibilidade em áreas específicas.
A aparência estreita também merece atenção. Embora o couro seja descrito como macio e o elástico ajude no encaixe, a silhueta fina pode não se adaptar da mesma forma a todos os tipos de pé.
DOIS CADARÇOS MUDAM A APARÊNCIA DO MESMO TÊNIS
Um dos detalhes mais curiosos do Gymnarina está dentro da caixa. O modelo acompanha dois tipos de cadarço que mudam a forma como o calçado aparece na produção.
A primeira opção é um cadarço plano com ponteiras metálicas. Ele deixa o tênis com uma aparência mais estruturada e urbana, aproximando o modelo dos calçados esportivos tradicionais.
A segunda é uma fita de cetim. Quando colocada no lugar do cadarço comum, ela reforça a referência às sapatilhas de balé e cria um resultado mais delicado.
A informação sobre os dois cadarços aparece na página oficial do Gymnarina. A possibilidade de alternar entre os dois acabamentos permite modificar o tênis sem trocar de calçado.
O cadarço convencional pode ser escolhido para compromissos cotidianos, enquanto a fita de cetim ajuda a montar uma produção mais feminina. Não existe, porém, uma regra fixa: a escolha depende das roupas e do efeito desejado.
COMO USAR O GYMNARINA NOS DIAS MAIS FRIOS
A estrutura baixa e delicada permite combinar o Gymnarina com peças que normalmente seriam usadas com sapatilhas. Uma das possibilidades para o inverno é unir o modelo a meia-calça e saia de comprimento médio.
A meia-calça protege parte das pernas do frio e cria uma transição visual entre a roupa e o calçado. Como o azul já chama atenção, peças em preto ou cinza ajudam a deixar a composição equilibrada.
Calças amplas de malha também podem acompanhar o tênis. O contraste entre o volume da calça e a silhueta fina nos pés mantém a produção confortável sem dar ao conjunto uma aparência desleixada.
Outra opção é combinar o modelo com jeans de corte reto e camisa. Nesse caso, o azul do calçado acrescenta cor a uma produção formada por itens comuns do guarda-roupa.
Para compromissos que pedem uma roupa mais alinhada, o Gymnarina pode aparecer com calça de alfaiataria e blusa de tecido leve. A fita de cetim reforça a aparência de sapatilha, enquanto o cadarço plano deixa o resultado mais casual.
QUANTO CUSTA O NOVO TÊNIS DA ONITSUKA TIGER?
Na data consultada pela publicação que apresentou o modelo no Brasil, o Gymnarina azul estava anunciado por R$ 955. O valor, a disponibilidade e as numerações podem mudar conforme a loja e o período da compra.
No site internacional da Onitsuka Tiger, diferentes versões do Gymnarina aparecem com preços que variam de acordo com o mercado e a composição do produto. Por esse motivo, valores em dólar não devem ser convertidos diretamente para estimar o preço final no Brasil, já que impostos, importação e políticas comerciais podem alterar o total.
Antes da compra, também é importante conferir se a loja é autorizada e se o produto corresponde ao código original da marca. O modelo azul aparece associado à referência 1182A704.400 e à combinação de cores “Dazzling Blue/Cream”.
O preço posiciona o Gymnarina entre os calçados de valor elevado. A aposta da marca está no acabamento em couro, na possibilidade de trocar os cadarços e no desenho híbrido, que permite usar o mesmo par como tênis ou como uma sapatilha inspirada no balé.
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