Exportações de rochas batem recorde e chegam a R$ 843,5 milhões

Exportações de rochas batem recorde e chegam a R$ 843,5 milhões

A China ampliou em 32,8% suas importações de rochas brasileiras, alcançando US$ 147,7 milhões (R$ 754,6 milhões). Crédito: Dovulgação/Centrorochas

Junho de 2026 registrou o maior faturamento mensal da história das exportações brasileiras de rochas, com US$ 165,2 milhões (cerca de R$ 843,5 milhões) exportados, alta de 34,1% em relação ao mesmo mês de 2025.

Apesar do bom resultado no último mês, o resultado do semestre é 4,2% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 711,1 milhões (R$ 3,6 bilhões), segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas).

Os quartzitos passaram a responder por 60,3% do faturamento do setor, alcançando US$ 428,5 milhões (R$ 2,1 bilhões). Um crescimento de 6,7% em relação ao primeiro semestre de 2025 e novo recorde para o segmento.

Em contrapartida, materiais tradicionais registraram retração, como granito (-18,4%), mármore (-26,7%) e ardósia (-7,0%).

A consolidação dos quartzitos reflete uma transformação observada no mercado internacional nos últimos anos. Impulsionado pela crescente demanda por materiais naturais de alto desempenho, o produto brasileiro tornou-se um dos mais valorizados em projetos de arquitetura, design e construção de alto padrão.

O Brasil reúne uma vantagem competitiva única ao concentrar algumas das maiores reservas e uma das maiores diversidades comerciais de quartzitos do mundo.

Para o presidente da Centrorochas, Tales Machado, o avanço desse material evidencia a capacidade da indústria brasileira de transformar sua geodiversidade em vantagem competitiva.

O Brasil possui mais de 1.200 variedades de rochas naturais e essa diversidade tem permitido ao setor responder rapidamente às mudanças da demanda internacional. O crescimento dos quartzitos demonstra nossa capacidade de desenvolver mercados para produtos de maior valor agregado, sem deixar de investir na ampliação das oportunidades para outros minerais, como a ardósia.

Tales Machado, presidente da Centrorochas

China amplia protagonismo, EUA mantêm liderança

Os Estados Unidos permaneceram como principal destino das exportações de rochas brasileiras, respondendo por 51,2% das vendas externas. Com US$ 364,3 milhões (R$ 1,8 bilhões), embora tenham reduzido suas compras em 14,4%.

Em contrapartida, a China ampliou em 32,8% suas importações, alcançando US$ 147,7 milhões (R$ 754,6 milhões). Consolidando-se como principal mercado em expansão para as rochas brasileiras.

Além disso, no segmento de rochas brutas, além do crescimento da China (+34,6%), mercados como Índia (+23,3%) e Polônia (+33,7%) registraram recordes de importação de blocos brasileiros. Sinalizando novas oportunidades para ampliar gradualmente a presença internacional da indústria nacional.

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