Anvisa libera tratamentos para crianças com lúpus e esclerose múltipla
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (20/7) a ampliação de dois tratamentos para pacientes pediátricos com lúpus eritematoso sistêmico e esclerose múltipla (EM). As doenças costumam se manifestar de forma mais intensa em pacientes mais jovens do que em adultos.
Por que isso importa: crianças com essas doenças tinham acesso restrito a terapias com indicação formal para seu perfil. O lúpus pediátrico tem maior risco de dano a órgãos e a esclerose múltipla pode impactar o desenvolvimento cognitivo e escolar.
O que foi aprovado
Lúpus: Benlysta® (belimumabe)
- Nova apresentação: caneta autoinjetora subcutânea (sob a pele). A versão intravenosa já era aprovada para esse público; a subcutânea reduz idas a centros de infusão.
- É terapia adjuvante , ou seja, um tratamento complementar a corticosteroides, antimaláricos ou imunossupressores já em curso.
- Indicado para crianças e adolescentes a partir de 5 anos com LES ativo.
Esclerose múltipla: Ocrevus® (ocrelizumabe)
- Aprovado para a forma remitente-recorrente da doença (EMRR).
- Anticorpo monoclonal que age reduzindo a inflamação associada à EM.
- Indicado para pacientes com 12 anos ou mais e peso igual ou acima de 40 kg. A EM pediátrica é rara, representa entre 3% e 5% dos casos totais , mas costuma ter surtos frequentes.
O que muda na prática
- Aprovações valem a partir desta segunda-feira (20), com publicação no Diário Oficial da União.
- Pacientes devem consultar médicos especialistas para avaliar indicação individual.
- Autorizações integram a Resolução Anvisa 2.831/2026.
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